“Narciso acha feio o que não é espelho?”

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Entender as suas reações na vida cotidiana, assim como compreender e aceitar as reações daqueles que o cercam e que, por terem dons distintos, parecem ser motivados por outros valores.”

Esse trecho do livro ‘Ser humano e ser diferente’, de Isabel e Peter Myers, poderia bem ser uma missão comum a todos os líderes que tentam ir do quê (gestão) para o como (liderança) sem entender que esse círculo contínuo se apoia em crenças nem sempre explícitas que vem à tona em momentos de conflito – quando o mapeamento da equipe e a importância do autoconhecimento fazem toda a diferença na bússola que o tirará da encruzilhada.

A importância do autoconhecimento e do mapeamento da equipe

No Olimpo, sempre havia muito drama e muita simbologia. A vaidade de Narciso aqui pode ser uma boa lição: há uma predominância de perfis por tipos de acordo com a natureza do negócio – não é difícil prever que um ambiente tradicional e financeiro atraia grupos que valorizam hierarquia, normas, técnicas e conservadorismo, assim como é razoavelmente previsível imaginar uma start up ou incubadora com um time que tende a apreciar disrupção, questionar modelos e status quo. Muitas vezes, esses grupos replicam o modelo do dono.

Entender as diferenças e as somas que elas podem trazer para os resultados do negócio

A questão aqui (deveria) ir muito além disso: uma das expectativas mais comuns dos grupos é que os líderes possam inspirar, e para fazê-lo, é preciso propiciar um ambiente que seja rico em confiança, que tenha espaço para conflitos, que cresça não somente na alegria como na adversidade; e para isso, é essencial ter um time que não só tenha membros diferentes uns dos outros, mas que entenda a razão disso, que saiba que os embates servirão para que veja outros pontos de vista, e que entenda que o negócio (que é composto da soma de toda a equipe mais o cenário e a estratégia) se beneficiará desse caldeirão cultural. Ou seja, um grupo no qual o autoconhecimento seja fomentado – e as diferenças sejam benvindas – para si mesmos e para o negócio.

Empoderamento do time através de flexibilidade e reconhecimento das habilidades individuais

Quando Ram Charam descreveu comportamentos essenciais para um líder, não à toa começou com “Conheça seu pessoal e sua empresa” e terminou com “Conheça a si próprio”.  No meio desse caminho, há muito trabalho, sempre; mas o líder que entende que não precisa de soldados, e que empoderamento quebra o espelho de Narciso, tem muito mais chances de viver uma vida com menos mitologia e mais sucesso.

Por Letícia Casavella

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