A educação está “saindo da caixa”: e você?

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A educação vive um momento de mudança importante, no qual as grades de uma abordagem convencional, que há anos massifica os alunos, vêm sendo derrubadas. Esse processo dá origem a um modelo que busca envolver, conectar e transformar as pessoas, pois entende ser possível considerar toda a singularidade humana, personalizando a aprendizagem a cada estilo, preferência e momento.

Um tutorial no YouTube, uma receita no Tastemade ou antes de viajar um bom vídeo-roteiro e já sou expert no assunto. Para aprimorar o inglês, vou às aulas, mas muito mais longe no Duolingo. Nas redes sociais e na internet, percebendo ou não, vou sendo influenciado por formadores de opinião que ajudam ou não a formar a minha, produzo conteúdo e influencio, continuando este ciclo… estou aprendendo, e muito. Quanto aprendi conectado, informalmente e socialmente? O que há por trás de todas essas experiências de aprendizagem?

O foco não está no quê se aprende mas, sim, no “como” (e há muitos “comos”)

Ao mapear uma necessidade de desenvolvimento ou construir uma experiência de aprendizagem, é bem comum pensar: “preciso ser um especialista neste tema para que o treinamento seja um sucesso”. Mas, você parou para pensar quanto conteúdo já foi produzido até hoje e está disponível?

Há tanta informação na rede, tantos livros e vídeos produzidos por autores renomados ou não, que farão, em algum momento da vida, muito sentido para alguém. Se já podemos dizer que conteúdo é commodity, o segredo então está em como pensamos experiências que consideram os diferentes estilos de aprendizagem, diferentes mídias conectadas (transmídia) e estímulos para a aprendizagem (formal, informal e social).

#valepesquisar: Mobile Social Learning, Aprendizagem Transmídia

educação

Blended learning já foi sonho e lenda: hoje é realidade

Em uma aula, o professor diz um termo que um aluno não conhece. O aluno “dá um Google” ou encontra em um vídeo, compartilha com o colega ao lado e pronto, problema resolvido. E aí: ele está certo ou errado em ter utilizado a ferramenta de busca no seu smartphone? Aprenderia mais ou melhor se tivesse feito a pergunta para o professor e ouvido a explicação?

Divisões fazem cada vez menos sentido, seja a antiga presencial versus digital ou formal versus informal. Tudo está tão conectado, é tão pessoal e blended, que não há mais como, nem porquê separar. Seja qual for a necessidade de aprendizagem, para construir conhecimento sobre técnica ou comportamento, um dos aceleradores desse processo (aprender) é a solução ser pensada com a linguagem certa, no tamanho certo, na hora certa e regada com uma boa dose de user experience.

#valepesquisar: Bit sized learning, Adaptive learning e Spaced learning

Construir “com” no lugar de construir “para”

Se analisarmos o comportamento humano nos dias de hoje, um dos padrões está na nossa maneira de tomar algumas decisões. Hoje contamos com um hub de informações online na nossa mão, dados sobre algo que queremos comprar ou experimentar, seja por meio de FAQs, reviews, unboxings, índices de reclamações e outros indicadores que positivam ou não determinado item. Estamos co-construindo aprendizado e compartilhando. É o Social learning gerando conhecimento e novos comportamentos a todo vapor!

Design Thinking, Hackathons, Google Design Sprint, 42 (Universidade sem professores no Vale do Silício), são exemplos de como conectar as pessoas, suas habilidades e visões de mundo pode ser um caminho mais simples e ágil para a construção de soluções e aprendizados muito eficientes. Os saberes estão por aí, estão com todo mundo, só é preciso pensar em como conectá-los para gerar resultados exponenciais.

#valepesquisar: SAM (Seamless Approximation Model – Michael W. Allen)

O conhecimento está disponível, em todo canto, de todas as formas, com todo mundo. Basta olharmos além do óbvio, enxergando todos os recursos à nossa volta e as conexões, que nem sempre são explícitas, entre aprendizagem, comportamento e tecnologia.

Por Cauê Vicente 

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